Diário
de uma garota solteira, com quase 27 anos.
DIA 16:
Eu fiz História, vocês sabem, né?
Durante a graduação tive contato com a Hannah Arendt, uma influente filósofa política alemã do século XX, e me interessei bastante pela obra dela.
Como tenho visto tanta intolerância e ódio pelas redes sociais resolvi ler sobre e acabei chegando ao estudo de Arendt sobre violência.
E ela diz:
A VIOLÊNCIA PODE SER JUSTIFICÁVEL, MAS NUNCA SERÁ LEGÍTIMA.
Diante disso, e de convites para tentar ver a coisa de outro ângulo, comecei a viajar no fato de como o FEMINISMO tem sido extremista.
Exemplifico:
Há uns dois anos vi um vídeo de um programa norte-americano onde o cara falava sobre a forma hilária que as mulheres viam os homens se ferrando.
Quer ver?
Imagine um cara chegando em casa e descobrindo uma traição por parte da mulher. Ele a amarra na cama, corta seus mamilos, dilacera seus membros genitais e corta seu cabelo.
Eu serei a primeira, seguida por tantas outras, a desejar a morte deste indivíduo monstruoso.
No entanto, se a história muda os papéis e o homem é o traidor e a mulher é a traída, o que nós falamos? Bem feito, quem mandou ser cachorro!
Nesta busca por direitos iguais acabamos perdendo a noção e queremos legitimar nosso poder através da força desmedida.
Eu sei que existe uma construção a partir de todo o sofrimento e humilhação já passada por tantas de nós, heranças de uma sociedade majoritariamente patriarcal e machista.
Hannah diz ainda que LIBERDADE, uma palavrinha tão cheia de significados e tão almejada por todos nós, é manifestação do homem no espaço público, mediado pela ação, pela linguagem e pela vontade. Segundo Arendt, essa aproximação de liberdade e vontade pode ser elencada como "uma das causas pelas quais ainda hoje equacionamos quase automaticamente poder com opressão".
Eu sei, eu sei... Poderíamos responder com toda a opressão já sofrida, mas eu gosto de lembrar que:
INTOLERÂNCIA PAGA COM INTOLERÂNCIA É IGUAL A ÓDIO AO QUADRADO.
DIA 16:
Eu fiz História, vocês sabem, né?
Durante a graduação tive contato com a Hannah Arendt, uma influente filósofa política alemã do século XX, e me interessei bastante pela obra dela.
Como tenho visto tanta intolerância e ódio pelas redes sociais resolvi ler sobre e acabei chegando ao estudo de Arendt sobre violência.
E ela diz:
A VIOLÊNCIA PODE SER JUSTIFICÁVEL, MAS NUNCA SERÁ LEGÍTIMA.
Diante disso, e de convites para tentar ver a coisa de outro ângulo, comecei a viajar no fato de como o FEMINISMO tem sido extremista.
Exemplifico:
Há uns dois anos vi um vídeo de um programa norte-americano onde o cara falava sobre a forma hilária que as mulheres viam os homens se ferrando.
Quer ver?
Imagine um cara chegando em casa e descobrindo uma traição por parte da mulher. Ele a amarra na cama, corta seus mamilos, dilacera seus membros genitais e corta seu cabelo.
Eu serei a primeira, seguida por tantas outras, a desejar a morte deste indivíduo monstruoso.
No entanto, se a história muda os papéis e o homem é o traidor e a mulher é a traída, o que nós falamos? Bem feito, quem mandou ser cachorro!
Nesta busca por direitos iguais acabamos perdendo a noção e queremos legitimar nosso poder através da força desmedida.
Eu sei que existe uma construção a partir de todo o sofrimento e humilhação já passada por tantas de nós, heranças de uma sociedade majoritariamente patriarcal e machista.
Hannah diz ainda que LIBERDADE, uma palavrinha tão cheia de significados e tão almejada por todos nós, é manifestação do homem no espaço público, mediado pela ação, pela linguagem e pela vontade. Segundo Arendt, essa aproximação de liberdade e vontade pode ser elencada como "uma das causas pelas quais ainda hoje equacionamos quase automaticamente poder com opressão".
Eu sei, eu sei... Poderíamos responder com toda a opressão já sofrida, mas eu gosto de lembrar que:
INTOLERÂNCIA PAGA COM INTOLERÂNCIA É IGUAL A ÓDIO AO QUADRADO.
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