Diário
de uma garota solteira, com quase 27 anos.
Dia 30:
Estive pensando sobre relacionamentos... Ou melhor, sobre a forma de se relacionar. E de não se relacionar.
Acho bem legal a forma como a internet une as pessoas. Tenho um grupo no WhatsApp com as minhas amigas na faculdade, fiz consultas médicas para mostrar a situação da minha mão, tenho conhecido o Chile através de um guri que encontrei no Instagram. É uma coisa quase surreal para quem se lembra como foi a vida antes da era virtual.
Quando eu tinha uns 16 anos, por motivos torpes, me afastei da minha melhor amiga... Nós passamos mais de 10 anos afastadas. Foi triste, mas foi simples.
Acho que era assim para todos nós, não?
Se discutíamos ou discordássemos de alguém deixávamos de frequentar o mesmo espaço que este alguém. Se a relação terminava a única opção era ir até a casa da pessoa, quiçá ligar.
Agora não, a gente vive nessa exposição. Praticamente qualquer pessoa pode te enviar uma mensagem, seja pelo Facebook, WhatsApp e até pelo Direct do Instagram. E ai de você se não responder!
Agora, se você não curte conversar com a pessoa, se não tá interessada no papo, se tem mais o que fazer precisa se justificar. Porque senão, meu bem, é "Oi, tudo bem?" todo dia. E o papo não vai além do "Estou bem. E você?", mas o infeliz não desiste.
Até que você tem que cortar e ainda tem que escutar que é esnobe ou que não "foi mulher para falar que não queria nada".
A pessoa resolve te mandar mensagem à três da tarde, enquanto só falta sair papel pela parede de tanto trabalho, mas você tem que dar atenção, pra não ouvir que é mal educada.
Sério, gente? Sei que as relações estão se redesenhando, mas aprendam: Não vai ser mandando um monte de "oi" que a outra pessoa vai se interessar por você.
Me parece tão óbvio!
Mas aí lembro do meu chefe falando: O óbvio só é óbvio para uma mente preparada.
Dia 30:
Estive pensando sobre relacionamentos... Ou melhor, sobre a forma de se relacionar. E de não se relacionar.
Acho bem legal a forma como a internet une as pessoas. Tenho um grupo no WhatsApp com as minhas amigas na faculdade, fiz consultas médicas para mostrar a situação da minha mão, tenho conhecido o Chile através de um guri que encontrei no Instagram. É uma coisa quase surreal para quem se lembra como foi a vida antes da era virtual.
Quando eu tinha uns 16 anos, por motivos torpes, me afastei da minha melhor amiga... Nós passamos mais de 10 anos afastadas. Foi triste, mas foi simples.
Acho que era assim para todos nós, não?
Se discutíamos ou discordássemos de alguém deixávamos de frequentar o mesmo espaço que este alguém. Se a relação terminava a única opção era ir até a casa da pessoa, quiçá ligar.
Agora não, a gente vive nessa exposição. Praticamente qualquer pessoa pode te enviar uma mensagem, seja pelo Facebook, WhatsApp e até pelo Direct do Instagram. E ai de você se não responder!
Agora, se você não curte conversar com a pessoa, se não tá interessada no papo, se tem mais o que fazer precisa se justificar. Porque senão, meu bem, é "Oi, tudo bem?" todo dia. E o papo não vai além do "Estou bem. E você?", mas o infeliz não desiste.
Até que você tem que cortar e ainda tem que escutar que é esnobe ou que não "foi mulher para falar que não queria nada".
A pessoa resolve te mandar mensagem à três da tarde, enquanto só falta sair papel pela parede de tanto trabalho, mas você tem que dar atenção, pra não ouvir que é mal educada.
Sério, gente? Sei que as relações estão se redesenhando, mas aprendam: Não vai ser mandando um monte de "oi" que a outra pessoa vai se interessar por você.
Me parece tão óbvio!
Mas aí lembro do meu chefe falando: O óbvio só é óbvio para uma mente preparada.
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