terça-feira, 9 de junho de 2015

25 de Abril de 2015.

Diário de uma garota solteira, com quase 27 anos.
Dia 32:

No meu terceiro ano da graduação eu conheci um cara. Na verdade era mais uma garoto que um cara, ele era mais novo que eu e perdido pra carValho.
Mas a vida tem dessas coisas que a gente não sabe explicar e eu acabei me apaixonando. Talvez, por lembrar do meu medo de dizer coisas nessa época, hoje sou tão bocuda. Nunca tive coragem de falar "escuta aqui, eu acho você foda".

Quando as férias chegaram nós fomos para nossas respectivas cidades e eu tinha um medo danado de que quando voltasse pras aulas levar um toco dele. É, aparentemente, naquela época minha palavra era MEDO.
Por medo acabei me envolvendo com um outro carinha, ele era carinhoso, atencioso e não tinha medo de se entregar. Achei que a "troca" valia a pena. Quando vi estávamos namorando.

Hoje, ao olhar para trás, tenho total certeza que é a maior burrice do mundo achar que você vai esquecer uma pessoa ficando com outra. Foram dois anos me forçando a algo que eu nunca consegui realmente sentir. A relação terminou e eu senti um alívio sem igual.

Quase seis anos depois o coração não acelera mais quando encontro com o cara da faculdade, hoje nós conversamos com a certeza que muitas coisas não foram ditas por falta de maturidade, mas não existe um "e se"... Nossa história não ficou pelo avesso sem final feliz porque ainda temos coisas bonitas pra contar, lembrar e nos lembrar.

Agora me perguntem sobre o namorado que eu, mesmo que de forma inconsciente, usei. Nós nunca mais nos falamos. Quando a relação acabou, não sobrou nada.

Eu sempre me lembro desta história para não correr o risco de cometer o mesmo erro.
Normalmente, a carência e o desespero nos coloca em uma situação difícil de sair e o resultado nunca acaba bem.
Posso ser romântica demais, mas agora acho que se relacionar com outra pessoa só vale à pena quando as borboletas no estômago tentam sair pela boca. 
E, às vezes, é melhor ficar na fossa do que se enfiar em algo sem sentido para depois ter muito mais detrito pra ter que limpar.

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