segunda-feira, 8 de junho de 2015

31 de Março de 2015.

Diário de uma garota solteira, com quase 27 anos.
DIA 07:

Ontem eu falei sobre o (in)feliz uso dos anticoncepcionais. 
Hoje quero falar sobre algo que estará diretamente ligado.

Quando estava na oitava série, uma professora fez uma roda com todos os alunos e começou um tipo de jogo que consistia em perguntas sobre sexo, onde que errasse teria que colocar um balão na barriga e dar uma volta na roda se imaginando com um bebê na barriga. Parece traumático, mas me foi útil. Prometi para mim que eu nunca engravidaria sem ter certeza. Pouco tempo depois quando passei a ter uma vida sexual usei as dicas de como tomar um anticoncepcional que esta mesma professora havia dado. Anos depois, enquanto professora, também ensinei vários aluninhos do nono ano a tomar certinho a pílula. Sejamos racionais, todo mundo faz sexo, cedo ou tarde.

Como já disse, apesar de não tomar remédio algum se não for obrigada, sempre tomei certinho o anticoncepcional. Sempre me cuidei e me preocupei com a minha "saúde íntima". Li muito sobre sexo, doenças sexuais e prazer. E, como diria uma amiga, toda hora é hora para falar sobre.

E agora eu quero falar sobre um preconceito meu. Já me desculpo com todas as pessoas que possam se sentir agredidas pela minha opinião. Eu tô nessa vida pra aprender e pra trocar experiências.

Com quase 27 anos tenho notado, cada vez mais, que os caras da minha idade têm filhos. E, gente, juro, eu não sei lidar!

Apesar de estar curtindo minha solterice, e defender o fato de ser feliz sozinha, eu não sou hipócrita. Não estou levantando uma bandeira de que as mulheres devem ficar sozinhas pra sempre, porque sei que em algum momento eu posso esbarrar em alguém e aí já era, meu irmão. rs

Não sei se quero meus próprios filhos, fico pensando em como seria conviver com o filho de outra pessoa.
A verdade é que eu sempre falo: Rezo todos os dias para não me aparecer um homem com filhos porque ele será descartado.

Eu faço uma lista mental:
- Alto
- Com um certo intelecto
- Sem filhos
Se não se encaixa nestes 3 primeiros itens, eu já nem quero saber.

Mas, se busco uma evolução, preciso me livrar deste pensamento tão restritivo.

Ou não?

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